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Autor: Carlos Alberto Corrêa Empresa: Heveatech Soluções Técnicas

Seu composto está aprovado. Mas o processo está sob controle?

Estar dentro da especificação não significa que o processo esteja sob controle estatístico.

Na indústria da borracha, o reômetro é uma das principais ferramentas para liberação de compostos.

Parâmetros como ML, MH, TS2 e T90 são acompanhados para decidir se uma carga pode seguir para extrusão, calandragem, injeção ou vulcanização.

Mas existe uma diferença importante: estar dentro da especificação não significa necessariamente que o processo esteja sob controle estatístico.

E essa diferença pode estar custando dinheiro.

O reômetro pode mostrar muito mais que “aprovado” ou “reprovado”

Muitas empresas acumulam centenas de resultados reométricos, mas utilizam esses dados basicamente para liberação de cargas.

Quando analisados ao longo do tempo por meio do Controle Estatístico de Processo (CEP), esses mesmos dados podem revelar tendências, instabilidades e causas especiais que não são evidentes observando resultados isoladamente.

Em um estudo com um composto de borracha natural produzido em Banbury, foram analisados 44 resultados coletados durante dez meses — situação bastante representativa de uma pequena indústria com produção esporádica daquele composto.

A análise mostrou comportamentos bastante diferentes entre dois parâmetros.

O ML, relacionado à rigidez e à viscosidade do composto não vulcanizado, apresentou elevada variabilidade e distribuição não normal, com comportamento bimodal. Já o TS2 (t2), relacionado à segurança de processamento, apresentou comportamento muito mais próximo da normalidade.

Variabilidade tem custo

Uma variação excessiva de viscosidade não termina no laboratório.

Ela pode aparecer posteriormente como:

E então a variabilidade passa a significar mais retrabalho, mais ajustes de processo, maior consumo de material, perda de produtividade e maior custo.

O software encontra o sinal. Quem conhece o processo encontra a causa.

Ferramentas estatísticas podem identificar pontos fora de controle, tendências e comportamentos anormais.

Mas o software não sabe se houve mudança de matéria-prima, erro de pesagem, alteração na temperatura de descarga, problema no Banbury, mudança operacional ou qualquer outra condição da fábrica.

O próprio estudo mostra essa diferença: o programa identifica os pontos estatisticamente fora de controle, mas a identificação das possíveis causas depende das pessoas que conhecem o processo.

É justamente nessa conexão entre reometria + estatística + conhecimento de processo que o CEP deixa de produzir apenas gráficos e começa a contribuir para redução de custos.

Três perguntas, não só a liberação da carga

A pergunta, portanto, não deveria ser apenas:

“Esta carga pode ser liberada?”

Mas também:

“Meu processo é estável e previsível?”

E, principalmente:

“Quanto a variabilidade do meu processo está me custando?”

HEVEATECH® — Consultoria técnica para a indústria da borracha.

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